Óbvio é óbvio e contra óbvio não há argumento. A verdade que nos liberta anunciada pelo nosso Mestre Jesus Cristo, está sim inserida em cada um de nós desde os primórdios de nossa existencia espiritual, independentemente de tudo que somos, que pensamos a respeito de nós mesmos e do que fazemos de certo e de errado.
A verdade que nos liberta a todos indistintamente, desde o "pior" até o "melhor" ser humano da face da terra, é sem dúvida alguma, o Amor em Espírito e de verdade, que jaz adormecido no íntimo de todos nós, a espera de um momento oportuno para se manifestar. O Amor em Espírto e de verdade, nos liberta da escravidão ao pecado, a doença, a dor física, a morte, as contigencias circunstaciais e a tudo mais, que uma forma ou de outra nos é causa de sofrimento.
Ocorre porém, que o Amor em Espírito e de verdade, não se manifesta em toda sua pujança, enquanto houver resquícios de egoísmo (desejo de posse), orgulho, ódio e comodismo, alojados no nosso subconsciente.
Mesmo que não estejamos em condições adequada, o Amor em Espírito e de verdade se manifesta em nós parcialmente mas nunca ao ponto de nos colocar a salvo de qualquer situação calamitosa, como aconteceu com o Mestre Jesus Cristo. Ele não sofreu nada, absolutamente nada, exatamente por causa disto e este foi o maior ensinamento que Ele nos legou.
Da nossa capacidade de entender o Crito intrinsecamente, depende a nossa libertação da crise na qual estamos metidos. O Amor em Espírito e de verdade, na sua medida em que vai tomando conta gradativamente, nos liberta da comilança, da excitação sexual excessiva e até mesmo da total escravidão ao campo magnético da terra; mesmo que pesamos 80 quilos, podemos andar sobre um telhado como um gato, sem quebrarmos uma telha sequer.
João Avila de Carvalho
05/09/2001
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