sábado, 26 de junho de 2010

AINDA BEM

Ainda bem, que Jesus Cristo não foi filósofo, nem cientista e nem religioso, se tivesse sido, estaríamos num beco sem saída. Ele foi, isto sim, humanista, altruísta, pragmatista e universalista.
Ele foi curto, grosso e franco, direto e objetivo. Deu o recado com poucas palavras e se "mandou", "deu no pé".
Deu no pé coisa nenhuma, suas palavras continuam ressoando - amaivos uns aos outros como eu vos amei. De que forma amaremos uns aos outros como Ele nos amou, bagunçados mentalmente como estamos? De jeito nenhum. Só amaremos uns aos outros em Espírito e de verdade, se nos organizarmos mentalmente, do contrário, em termos de amor mútuo ficamos a ver navios. Só e tão só, através do amor em Espírito e de verdade e de alma para alma é que seremos capazes de amar uns aos outros mutuamente.
O amor que Jesus Cristo nos ensinou foi o amor de alma para alma e, no entanto, esse amor é difundido pela ciência "psiquíca", pelas religiões e pelas filosofias. O amor em Espírito e de verdade ou, de alma para alma, é a verdade enunciada por Jesus Cristo há dois mil anos, que nos liberta do pecado, da doença e da morte e nos faz felizes sem limites; o resto vem de acréscimo, com certeza.
Devemos nos esforçar ardorosamente e sem tréguas, pela conquista do amor em Espírito e de verdade, por se tratar de uma consquista e não algo que cai do céu gratuitamente num passe de mágica. O amor de alma para alma é deslumbrante e significa, Deus amando o próprio Deus. É ou, seria inacreditável mas, existe outra solução melhor para o nosso caso? Quem souber, que me diga, por favor. A natureza divina de todos nós é identica, provêm da mesma fonte e é por isto que surgiu a idéia do Deus único. A unicidade de Deus é a unicidade dos deuses; todos os deuses juntos, são um só, Deus verdadeiro.
A celeuma em torno de Deus e homem, qual é melhor e qual é pior, é contraproducente; Deus e homem são um só e a mesma coisa. Um homem mal comportado é um Deus mal comportado e bem comportado é um Deus bem comportado. O homem é capaz de fazer tudo que Deus faz; fazer água virar vinho, cinco pães e dois peixes dar para cinco mil pessoas comerem e outros.
Só que para isto, ele precisa aplicar em si mesmo um tremendo castigo.
Se desprovir do egoísmo, do orgulho, da inveja, do ódio, da preguiça mental e da mentira. Isto mesmo, o homem é tremendamente mentiroso e arranja disfarçe de tudo quanto é jeito no sentido de ocultar sua doença mental. Evitamos ser deuses isoladamente e Deus conjuntamente, por não querermos nos responsabilizar pelos nossos atos. Criamos um conceito errôneo a respeito de Deus, como também de nós e nos vermos nós e Deus, como algo distintos entre si. Se nos tornarmos tão bons como Jesus Cristo, e não foi outra coisa que Ele veio nos ensinar, Deus não tem o que reclamar de nós e ficarmos todos numa boa e para sempre.
Com relação a este assunto, a controversia decorre do fato de nos considerar instinto, mente e razão, não levando em conta o que somos espiritualmente; aqui é que o bicho pega. Deus, jamais seria capaz de se manifestar no mundo da forma, sem um instrumental humano e nós, instinto, razão e emoção nos servimos para isto. Insinto, razão e emoção são atributos da alma e não alma em si; a alma em si pertence ao conjunto dos deuses, ou seja, seres pensantes, logo é Deus. Se quizermos deixar de ser deus, teríamos que deixar de pensar, o que é impossível, neste caso, temos que conformar com nossa situação e deixarmos tudo como está; só resta fazermos de tudo, para melhorarmos nosso comportamento sempre e cada vez mais.

João Avila de Carvalho
23/03/2003

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